Dica de Saúde do Dia
Chegou a hora!
Dicas para você decidir entre o parto normal e a cesárea
Parto normal ou cesariana? Nos dias de hoje, as opiniões se dividem. Entre as duas "técnicas", qual a mais adequada? Quais são os riscos nas duas opções? Perguntas feitas, o fato é que, na hora de decidir como dar a luz, é imprescindível que a mãe esteja bem informada. Afinal, mitos existem " e são muitos " quando o assunto é o nascimento do bebê.
A cesariana colocou em voga a intervenção cirúrgica no processo do parto. Amplamente difundida na atualidade, é a alternativa de muitas mães que querem programar com exatidão a data da chegada de seus filhos. De acordo com a médica obstetra Magda Salvador, é comum que as mulheres cheguem ao consultório com um dia fixo na cabeça. "Têm grávidas que decidem quando devem ter o bebê levando em consideração aspectos numerológicos ou celebrações como o aniversário do marido ou de casamento para coincidir as datas", explica.
Mas a cesariana não é uma alternativa 100% segura. E nem necessária em muitos casos. "A cesária não deixa de ser uma cirurgia, que, para ser realizada, demanda um corte no abdômen. Com a cavidade exposta, aumentam as chances de se contrair uma infecção, por exemplo", destaca Magda. O método só é recomendado quando o nenê ou a mãe sofre algum tipo de risco. "Se há um trabalho de parto prematuro ou o prazo do nascimento ultrapassa, ai então a cesariana é fundamental", completa a médica.
Se não for por um motivo realmente sério, Magda alerta que o parto normal é sempre o mais recomendado. "O parto normal não expõe a criança ou a mãe. Se houver um acompanhamento adequado durante o período da gestação, o parto normal é a alternativa menos incisiva e melhor tanto para o lado materno quanto para o do recém-nascido".
A especialista diz ainda que, apesar de ser o método natural de dar a luz, muitos mitos e crenças influenciam na hora da opção pelo parto normal. "O maior medo das mulheres é a dor que elas podem sentir durante o nascimento da criança. Mas hoje isso não é mais um problema, já que o parto pode ser feito com a ajuda da anestesia, que ameniza as dores fortes", ressalta.
Sobre as crenças de que o parto normal provoca flacidez ou ocasiona o caimento da bexiga, a obstetra desmente. "Isso não corresponde ao que realmente acontece. A recuperação da mulher que opta pelo parto natural é rápida e não costuma deixar seqüelas. As futuras mamães que pretendem dar a luz por este método não precisam se preocupar", finaliza.
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Licença para engravidar!
Como conciliar carreira profissional e gestação
A gravidez pode trazer grandes mudanças na estrutura física e psicológica da mulher. As transformações exigem adaptação e atenção em todos os campos da rotina feminina. Por isso, na parte profissional, o período de gestação também deve ser levado em consideração.
Preservar o lado profissional, seja por necessidade ou por satisfação pessoal, não faz mal e muito menos representa perigo para as gestantes. Mas é preciso ter bom senso ao prosseguir com as atividades de trabalho ao longo dos nove meses de espera do bebê.
De acordo com o médico obstetra Rafael Alfano, as gestantes podem dar continuidade na carreira normalmente, desde que o esforço físico envolvido não seja muito intenso. "Há casos muito particulares, como de professoras de natação. Como a queda de pressão é recorrente no início da gravidez, permanecer muito tempo na água pode agravar o quadro", explica.
Rafael ainda diz que profissões mais "pesadas", como motoristas ou mulheres que lidam com produtos químicos, exigem atenção redobrada durante a gestação. "Movimentos físicos muito brutos não são aconselháveis para grávidas", ressalta.
Mas se o trabalho não estiver ligado a muitos desgastes, manter a rotina profissional não tem contra-indicação. "Se a futura mamãe não estiver se expondo a riscos, prosseguir com a carreira está liberado até cerca de oito meses e meio de gestação", comenta Rafael.
Para as mamães que têm ocupações em escritórios, por exemplo, e que passam muito tempo sentadas, o obstetra faz um alerta: procurar sempre alternar um período de repouso com pequenas movimentações, especialmente das pernas. "Não é indicado que uma gestante passe muito tempo sem um pouco de exercício. O certo é procurar fazer intervalos de 10 a 15 minutos e dar uma andada pelo próprio ambiente de trabalho. No horário do almoço, se houver estrutura, a grávida pode também deitar uns minutos, esticando as pernas", destaca o médico.
A recomendação do obstetra está relacionada à circulação do sangue durante a gravidez. "É comum haver inchaço das veias na gestação. Assim, quanto mais o sangue circular pelo corpo, menores são as chances de problemas, como varizes ou outras complicações venais", conta.
Precauções à parte, Rafael é partidário da ocupação profissional na gravidez. "É importante que a futura mamãe mantenha sua rotina. Ficar em casa, sem fazer nada, pode ser menos saudável do que ir trabalhar, desde que haja moderação", completa.

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